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Alentejo. Sábado. 9h00. Frio. Bicicletas em cima do carro. Comecei logo a recuperar logo energias mesmo antes de começar a exercitar as pernas. O doce deste passeio não é bem um doce mas sim uma especialidade local que é comida com muita guloseima: o pão Alentejano é mesmo uma delicia.
Com a barriga aconchegada foi vestir o equipamento de inverno, preparar as bicicletas e começar o passeio. A Floribela estava motivada e o tempo não estava mau. Lá começamos em direcção à estação de comboios que está toda bem arranjada com passagem desnivelada. Do outro lado encontrei uma "Taberna Tradicional Alentejana" mas achei o nome demasiado comercial.
Entramos na estrada que vai dar até água derramada e foi sempre, sempre, sempre em frente. Afinal o Alentejo é uma planície.
Engraçado é que no meio desta planície encontrei um ponto geodésico. Fiquei contente pois este foi o primeiro que não tive de subir para lá chegar.
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Seguimos o caminho até encontrarmos a única subida do passeio: a passagem por cima da autoestrada. Como o passeio não podia ser só estrada lá mais à frente fizemos um desvio mata o mato. Mais parecia que estávamos na neve porque a areia era quase branca. Um desafio não haja duvida porque por pouco ficamos atascados. Mas a insistência tirou-nos dali.
De volta para o alcatrão chegamos finalmente a Água Derramada. São umas casas à beira da estrada com duas tascas, uma estação elevatória de água, uma paragem da "carreira" e uma reserva natural de veados. Esta reserva foi a que me lixou o caminho pois tinha planeado passar mesmo por ai e nessa entrada está um portão.
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As medidas para seguir o caminho não tiveram sucesso pois entramos num terreno vedado que só tinha uma entrada. Assim voltamos para trás e retomamos o caminho inicial. É o que acontece quando se planeiam passeios no Google Earth, mas quem não arrisca não petisca.
O passeio teve um total de 36Kms. Foi uma bela primeira investida ciclistica no Alentejo.
2 comments:
A tua sorte é que não estava noite. Nem frio. Nem chuva. Pronto havia de estar frio, mas só uma destas condições adversas não impossibilita a prática cíclica. E tenho a dizer que de vez em quando vou ali ao pão alentejano, feito cá, mas bom como o raio.
E vai-se a ver os vértices geodésicos não são nada do que se andava a pensar. Normalmente ficam lá em cima, quando não há lá em cima ficam onde calhar.
E já agora, os cavalos com que lá me desloquei atropelaram os portões todos que havia, e não houve cães nem tiros a relatar. Só escapou este : http://picasaweb.google.pt/tralberto/BTT_10_11_Novembro_2007/photo#5132057486455544226
Não sei se foi respeito ou se foi pela piada da coisa. Vá o cadeado também não ajudou, muito menos o arame farpado.
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