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Estava muito frio. Esperei até às 10h para ver se me dava a vontade de partir sozinho para o mato. Valeu a pena esperar. Lá me meti a caminho. Não sabia se ia até a Praia Grande ou até Cheleiros. Escolhi a segunda opção. O meu guia foi um track de 2004. Foi a descoberta de um novo caminho.
No inicio não sabia bem se tinha vontade ou paciência para levar o desafio até ao fim mas ao pouco fui avançando. Foi um caminho novo e umas ligações novas entre caminhos existentes. A primeira parte é toda em trilhos, onde passam mais motas que bicicletas.
A primeira dificuldade foi descobrir onde é que havia o caminho para meter a bicicleta. Após algumas tentativas lá consegui e encontrei uma passagem transitável. Não me tinha ocorrido mas o tempo que está, em zonas mais sombrias, dá origem a lama. Rapidamente me apercebi desse facto e os pneus da bicicleta também. De igual modo os sapatos também sofreram e por pouco não lá ia com as calças porque o terreno estava mesmo muito escorregadio.
De seguida entrei no caminho que já fiz umas quantas vezes até que cheguei à fim do caminho de Cabrela que já tinha feito anteriormente. Foi continuar e não me arrependi nem um pouco. É a descer levemente com saltos/obstáculos que animam. E tudo isto sempre ao lado do riacho. Sempre sempre ao lado. Até que se chega ao ponto mais longínquo da origem e onde aparece uma nova dificuldade.
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Não estava disposto a molhar os pés. Estava longe do inicio, estava frio e não me apetecia ficar com os pés gelados. Houve que analisar todas as variáveis e não queria voltar pelo mesmo caminho. Tentei e tentei até que finalmente encontrei o caminho das pedras. Ultrapassada esta parte faltou só fazer a mega-hiper subida e ir para casa.
Pelo caminho encontrei também cerca de 6 caçadores, 2 motoqueiros, 6 patos e 3 coelhos, todos em sítios diferentes. Foi engraçado descobrir o tipo de fauna que se reune o mato aos domingos. Pessoas a andar de BTT é que não vi muitas. Ou o trilho é desconhecido ou é só para motas.
Foram 36 Kms de novos caminhos com muita variedade de terreno. Para a próxima tenho de descobrir quais são as atracções gastronómicas de Cheleiros porque à primeira vista é só pontes e estradas estreias onde não cabe um carro de porta aberta e uma bicicleta.
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