
Às 23h30 fiz dois convites dos quais um aceitou. A verdade é que não sabia bem no que se estava a meter. E eu também não.
O passeio começou às 10h e não chovia. O trilho do bruxedo estava bem "regado" e a lama era mais que muita (mal sabia eu o que me esperava). A meio do trilho já tinha a corrente castanha: é uma nova moda. Pode-se ver na foto acima como é que ficou a bicicleta. E eu olhando bem considero que na foto a bicicleta estã consideravelmente limpa.
Passaram por nós muitos jipes, motas e motos 4X4. Faziam as subidas todas que apareciam à frente. E tinham também a preocupação de revoltar bem a lama para eu puder aproveitar.
No fim do bruxedo apanhamos mais um moto de estrada de mato até à parte de baixo da recta da granja. Fizemos um pouco de alcatrão até às Lagoas. Soube bem para recordar como é que é uma estrada normal. Nas Lagoas fui fazer uma parte do passeio até a Cheleiros que tinha "saltado" da ultima vez.
Passamos ao pé da primeira lagoa, e mais à frente encontramos um rio de lama castanha que atravessava a lama amarela. Para atravessar tirei as medidas, avancei, atasquei e pus a pata na poça. É a vida.

A seguir deste percalço fiquei com as rodas amarelas (outra tendência de moda com a qual gozava mas agora calhou-me a mim).
Estávamos numa pedreira. O chão é lama com pedra. Mas lama solta da que se agarra ao pneu. É tanta e de tal qualidade que a roda da frente deixou de rodar. Ao empurrar a bicicleta embicava para a frente. Tive simplesmente que arrastar a bicicleta até mais à frente. Ai é que foi o auge da lama. Quando o meu companheiro de viagem disse que estávamos tramados porque ainda faltava uma grande estrada de lama apressei-me e pisar com os pés para ver a resistência da coisa. No fim de contas essa estrada era bem melhor que a lama solta. Sujava mas era transitável. Era quase tão boa como um passeio na praia.
A seguir chegamos à estrada, viramos para a base aérea de Sintra e seguimos até casa por alcatrão.
Já sei porque é que existem bidons de água com tampa. Providenciarei um para usar neste tipo de voltas.
Era mesmo deste passeio que eu estava a precisar. Não houve medo de nenhuma poça nem de nenhuma porção de lama. Para chegar ao fim valeu a boa disposição dos dois participantes que não hesitaram (muito) perante nenhum dos obstáculos que apareceram à frente. Só por isso o passeio já foi bom. Com a temperatura amena que estava e com a paisagem que fomos presenteados não ficou a faltar nada. 20Kms que podem parecer pouco mas com muito pedalar em molhado e enlameado o que aumenta consideravelmente a dificuldade do percurso.
2 comments:
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2 boas ideias.
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