Iniciei a época das fotos às bolas. Neste caso a foto até que nem está muito "embolada". Mas há ali umas quantas paredes tortas. Quando se recebe uma lente nova ao fim do dia o que é que se faz: vai-se para Sintra tirar fotos à noite.
Depois de deixar passar muito tempo sem andar de BTT é altura de voltar ao vicio novamente. Desta vez calhou num dia em que a previsão meteorológica disse que ia chover. E por acaso até choveu, mas foram só duas chuvadas pequenas de 5 minutos cada: aguentou-se bem. Sintra, lá em cima, a voltinha do costume. Com um escorregão pelo meio, sem queda, e com alguma lama. A vontade até que nem era muita e a forma deu para ver que também não. Mas fui, vi, andei e voltei. Para a semana há mais, talvez.
Isto é um ano cheio de primeiras vezes. Desta vez fui à apanha da azeitona pela primeira vez. Acredito que não seja algo de muito motivante para a maioria das pessoas que o fazem mas para mim foi. Sem ter muitas pessoas a dizer como é que se fazia foi seguindo o instinto. Por as sacs por baixo da árvore, arranjar uma cana e vá de porrada nas árvores. Era ouvir as azeitonas a caírem que nem passarinhos fritos. Tratei de 3 árvores num instantes que deu para encher 3 sacos. No dia seguinte foi um pouco mais trabalhoso mas arranjam-se mais três sacos. As azeitonas estavas saborosas e agora venha o azeite.
Seguindo recomendações que me foram dadas participei no passeio de TT Anços 2009. Foi o meu primeiro passeio e como me disseram que era fácil e que era muito bom este ano lá fui. Lá bom foi, agora fácil é relativo. Cheguei a fazer uns convites mas ainda bem que não foram porque foi algo duro. Às 9h já estava no local combinado e já tinha a inscrição feito. Choveu na véspera para acalmar o pó mas durante o passeio só caíram umas gotas. No inicio da volta comecei a fazer um pouco de fila pois apesar de já ter alguma experiência não sou pró nem (muito) maluco. Quando houve possibilidade meti conversa e deixei passar uns quantos. Pouco depois apareceu o primeiro obstáculo do percurso: uma subida de duas faixas com lama. Eu diria que tinha uma inclinação de quase 45º e estava cheia de lama. Eu cheguei a perguntar qual era o lado mais fácil e a mim disseram-me que era igual e se eu queria experimentar a subir ou se queria ser rebocado. Eu disse que ia experimentar e experimentei com sucesso os primeiros dois terços até ficar sem tracção. Depois lá foi o camarada que subiu até à minha posição, meteu a corda e levou-me até lá acima. Foi uma estreia. Depois foi mais trilho e trilhos, alguns que se vê que foram feitos de propósito para o passeio e outros que já existiam antes. Um bocado mais à frente estava o obstaculo seguinte: uma subida que inicialmente era mais fácil mas que no fim tinha uma parte mais inclinada e que era com lama lisa onde não se tinha tracção nenhuma. Uma vez que não havia alternativa lá fiz a parte inicial da subida até que cheguei à parte mais difícil que fiz até meio. Um gajo que lá estava disse que tinha que fazer a subida com mais força para apanhar balanço porque senão não me safava. Outro que lá estava disse para eu por as baixas porque a mota dele era igual à minha era assim (essa parte eu sabia). E lá desci e voltei a subir com força, cheguei a subida mais agreste e consegui passar com balanço suficiente. Era uma subida assustador mas consegui passar. Depois foi mais trilhos e túneis em Mafra até chegar ao ponto do reforço. Estava lá o pessoal todo e a primeira leva via-se que já estavam ali há algum tempo. Eu estava a ver que já se tinham acabado as bifanas. E tinham. Mas estavam umas guardadas lá ao fundo. Deu também para ver que não era o ultimo. Mas estava quase. Não fiquei muito tempo por lá e parti pois sabia que me iam apanhar num instante. Um pouco mais à frente fomos ter a um pequeno troço de um riacho onde só cabia uma mota e que depois tínhamos de sair por uma subida para a esquerda onde já tinha passado muita gente. Tirei as medidas à subida, escolhi a trajectória e safei-me bem. Afinal até que não sou dos piores a fazer obstáculos. Vi quem se tivesse visto mais à rasca que eu. ISto foi ter a uma pequena pista onde haviam dois saltos e umas curvas fixes. De notar que fiz 75% do passeio sozinho seguindo as fitas que estavam pelo caminho. Não me queixo porque era melhor só do que com pessoal atrás a pressionar para passar. Só me enganei no percurso duas vezes mas voltei rapidamente para o caminho correcto.
No fim já não estava no ponto de inicio metade dos carros que estavam no inicio mas estava lá um carro dos bombeiros com água e mangueiras para lavar as motas. Nem com as mangueiras dos bombeiros foi suficiente para limpar os kilos de lama que estavam na mota. Mas sempre ajudou um bocado. A camaradagem foi muito boa e tanto houve pessoal de moto4 como de moto2 que me ajudou. Por lá encontrei mais 3 motas iguais à minha e deu para trocar algumas ideias. Até apareceu um que levou uma DT125 com o pneu de trás careca que se safou bem. Foi um passeio muito bom e ficou aqui registado.
Há coisas que não acontecem por acaso. Parece que me esqueci das chaves de propósito das chaves o que me fez ter de voltar a casa para as ir buscar e que fez com que a policia maritima chegasse primeiro à praia da Samara. E essa é a ordem correcta das coisas. Ao contrário não teria piada nenhuma. Dessa maneira os Srs foram tirar fotos a um jipe que lá estava e eu segui a minha volta nas calmas. Pois o inicio foi na praia da Samarra e depois continuou por trilhos até São Julião. Caminhos novos e interessantes. Num troço teve uma descida e subida com alguma inclinação. Depois uma estrada aos altos e baixos. Lá mais à frente uma incursão em areia pelo meio do mato. Em São Julião deu para retemperar as energias na esplanada mas não deu para brincar no estacionamento devido à escolta. Fiz a ligação com o riacho do Carvalhal por caminhos novos. Depois de andar um pouco ao lado dele atravessei-o e ultrapassei umas quantas poças. Até que vi uma poça que era grande demais para mim. Dei meia volta e voltei para trás. É mais fácil dizer do que foi fazê-lo pois fiquei algum tempo a tentar fazer esta manobra que não foi pera doce. Mas fiz e fiz a mesma subida que já tinha feito da outra vez até à estrada e regressei à base. Acho que já estou pronto para ficar atolado no próximo fim de semana, ou não.
Seguindo algumas recomendações de profissionais da área, uma vez que já tenho alguma (pouca) experiência vou avançar para um passeio de moto4. "- Hã e tal nas provas é que se aprende!" - vamos lá a ver se é mesmo verdade. Vai haver uma prova numa terriola chamada Anços. Não sabia onde era mas já me orientei e já sei como lá ir ter. Afinal já lá tinha passado muito perto de BTT. E como lá fui ver e encontrei estradas conhecidas, por elas segui. Como resultado encontrei mais um caminho para ir ter a Cheleiros. Está visto que todos os caminhos vão ter a Cheleiros. Encontrei inúmeras evidências de que já alguém tinha passado por lá de moto4. Tanto no local como na net. Mas isso são detalhes. E só faltava mesmo que o passeio depois seja pelos mesmos caminhos que tenho andado a descobrir. Venham eles. Hã! Depois de ter andado de bike de manhã e de tarde de Moto4 tinha a recompensa à minha espera em casa: "Pão de Ló de Ovar" vindo directamente do Festival Nacional de Gastronomia de Santarém.
As saudades já eram muitas e os trilhos de Sintra estavam a chamar por mim já há algum tempo. E desta vez estava carregadinha de cogumelos mágicos (que sempre são melhores que as aranhas de halloween). O passeio inicial começou logo lá em cima fazendo a ronda do costume. Desta vez os trilhos estavam mais desimpedidos e a primeira metade correu muito bem. Nessa altura apareceram uns conhecidos que disseram "- Venham ali conhecer uns caminhos!" E fomos. À velocidade deles, ou seja, fizemos a descida dos degraus e o resto em ritmo acelerados. Foi ai que a adrenalina bombou e que justificou o passeio a Sintra. Afinal já conhecia o suposto caminho novo mas isso não interessa nada. Estavamos no estacionamento e seguimos por mais uma subida até (quase) ao Monge. Primeiro em alcatrão e depois por mato inclinado. Quando estávamos lá em cima encontramos provas de macumba e descemos pela descida que foi feita com prudência pois a humidade e as valetas não perdoam. Sintra continua muito boa e quero mais.