.jpg)
Com os tempos modernos existe cada vez mais tecnologia que nos ajuda nas tarefas do dia-a-dia. Por exemplo com o GPS já ninguém se sente perdido. Mesmo que a estrada não esteja no GPS, que o sentido da rua tenha alterado ou que a rua destino não esteja identificada podemos carregar no botão "Home" e a voz feminina explica que caminho tomar para voltar para casa. Resumindo, só se perde nos tempos de hoje quem não tem GPS. Ou então quem vá andar de bicicleta de noite sem luzes. A esta parte já chego mais à frente.
Com o objectivo de ir ter à casa de um biciclista desencaminhado, começa-mos o passeio na minha casa. Já tinha traçado um percurso no meu GPS e tinha um objectivo traçado. E como a alma desancaminhada tinha ido para Leiria passamos perto da casa dele mas avançamos logo. Este avanço significa atravessar a IC19 para o outro lado (pela ponte).
No outro lado tomamos uma rua de areia que tinha mais lixo do que qualquer uma que já tinha visto. Desde tijolos partidos até restos mortais de carros havia de quase tudo. No fim dessa estrada apanhamos outra de alcatrão e de seguida outra de areia.
A desvantagem de ter desenhado o caminho no GPS e depois estar a seguir-lo é que tivemos que parar em cada cruzamento que passavamos para descobrir para que lado deveriamos seguir. Dei ao meu colega a tarefa de decorar um caminho para que na próxima vez não seja preciso parar tantas vezes.
Numa curva a seguir entramos noutra estrada de areão muito mais larga com casas clandestinas. O ambiente começou a ficar um pouco sombriu. Mais à frente aparece um monte à esquerda com uma ovelha a meio e uma pequena elevação à frente. Tinhamos que seguir em frente pois o destino eram as casas que estavam no topo do monte. Após subirmos a elevação vimos que estavamos num planalto com mais ovelhar e umas barracas duvidosas do lado esquerdo. A velocidade aumentou e não houve vontade nenhuma de parar para descansar até chegarmos ao topo.
Lá em cima, depois de passarmos pelas casa passamos por uma central electrica que parecia saida do filme matrix.
.jpg)
Continuando o percurso avizinhava-se uma grande descida com zigue-zague. Após dar-mos com o trilho tivemos de descer bem devagar porque a noite começava a chegar. Numa parte da descida havia uma parte com pedras em que o colega de passeio fez um belo de um OTB. Nada de grave.
Aqui seguindo o zigue-zague fomos ter um um portão com uma corrente e um sinal de propriedade privada. Para ajudar ouviam-se bastantes cães, ouvia-se um riacho e não se via quase nada. Decidimos voltar para trás, não tudo mas para transpor o rio por um caminho. Todas as estradas que davam a entender que iam para o rio terminaram no rio sendo necessário voltar para trás novamente e experimentar no próximo cruzamento. Umas 5 tentativas depois descobrimos uma ponte onde a água passava por cima e depois tinha uma pequena queda de água. Não estava muito confiante mas como o primeiro passou bem avançei sem pensar muito e não houve problemas. Finalmente estavamos do outro lado.
Ainda continuavamos perdidos e a saida era para cima. Subimos ums estrada estreita que ficou mais larga e depois começou a ter riscos no meio. Estavamos no bom caminho mas parecia que estavamos no meio de nenhures e que a estrada subia para lado nenhum. Mas à frente lá reconheçemos o local onde estavamos: perto do MacDonnalds do Tagus Park. Granda bolta!
Felismente tinha-me lembrado no inicio da volta de levar a luz de trás da bike. Foi o que safou. para a próxima levo também as da frente. O regresso já foi por estradas conhecidas. Apenas agradeço aos Srs. das Merçês que fizeram o favor de desligar as luzes todas (da estrada e das casas) para que o impacto fosse maior ainda.
Bela aventura para o fim de uma tarde de Sabado. E não choveu nem estava muito vento. A disposição no passeio foi boa e ninguem refilou com as contrariadades que foram surgindo. A próxima vez que fizer este percurso já vou mais directo aos locais que quero. E vou de dia porque aquela ponte é demais. Há que registar a ponte com luz, porque a foto que lhe tirei está completamente preta. É uma ponte daquelas!